sábado, 10 de julho de 2010

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Tudo aquilo que sonhei, tudo aquilo que almejei, foi tudo para os ares, acabou antes mesmo de começar. Meu mundo se torna um leito de morte e a dor, insuportável, ninguém me ajuda a escapar. O veneno do qual jamais pensei que um dia seria vítima, foi justamente o que me venceu, me desmembrou, dissolveu minha alma em puro ódio. Irremediável, tanto quanto esperar eternamente que um dia eu morra e o fim comece.
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Eu sonhei, você desfez, eu quis, você levou embora, eu alcancei, você arrancou de mim, eu construí, você apedrejou, eu desesperei, você me enlouqueceu. Mas a culpa ainda é minha.
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A distância é maior que tudo, mais forte que eu, mais intimidadora que você. Deixe-me entender o que está acontecendo na porca realidade da sua mente! Desculpe-me, ou me mate, é o melhor jeito de começar a fazer algo útil. Quanta prepotência num só ponto do universo. Você devia estar no meu lado.

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