Descobri seu nome, é estranho como gosto de ouví-lo. Compreendo que, aparentemente, sua experiência em vida é maior que a minha, tanto porque ela tem uma vida e a vive intensamente, posso ver isso em seu olhar, preza o que tem. Por isso à amo, por isso à respeito, por isso tenho motivos para fazê-los, por isso tudo o que eu queria era estar ao seu lado.
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Eu enfio meus dedos nos meus olhos, isto é a única coisa que, lentamente, faz a dor passar, mas é feito de todas as coisas que eu tenho que alcançar. Isto nunca acaba, corroe por dentro. Se a dor passar, eu não vou fazer isso. Tudo que eu tenho é insanidade.
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Medo, o medo está em toda parte, o medo fede, o medo dá raiva, eu odeio o medo, ele me enfurece, eu odeio quem sente medo, eu odeio quem sente medo de mim. O medo fede, sinto seu cheiro mesmo tão distante. Um sorriso falso em falso e você percebe o medo escorrendo por entre os dentes, ele dá nojo, ela da raiva. Não sinto medo, se sentisse, me mataria, assim como a quem diz na minha cara que tem medo de mim, o medo é podre, dá raiva. Raiva eu tenho de sobra, desprezo é tudo o que recebo.
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