Assim me disse, num dia normal, um velho dragão sábio, velho pela idade e sábio pela frase, “o pior fogo é aquele que não arde no coração de quem o produziu, e o melhor, é o que arde no coração de à quem ele foi lançado, mas, assim como o meu, o seu fogo será destruidor eterno”. Depois disso pensei um pouco, filosofei com meu amigo, e o matei, como dito, meu fogo é destruidor, vermelho e eterno. Mas as lições que se tira da vida são eternamente construtivas e já me salvaram em situações inimaginavelmente podres. Não tenho orgulho de tudo o que faço, aliás, de nada, exceto amá-la, e meu lado inumano ainda é escuro de sangue e dor. Mas no fim, só restará o caos, destruidor e eterno, por isso não me importo com o que façam ou saibam, e eu sei.
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Por pouco não morri de novo, seu cheiro já me fazia falta, seus olhos, por um instante, foram meus novamente. Enxerguei o ar à sua volta, era leve como seu sorriso, resplandecia, e algo tão importante pra mim quanto admirá-la, não era possível ser no momento.
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Penso bem e chego a conclusão de que não pode ser correto andar na linha e seguir à risca as leis ridiculamente escrotas da mundo atual, pois, às vezes, fazendo o contrário, pode-se entrar pra história, talvez acabar com a ignorância de certas mentes e, quem sabe, até ganhar um dia em homenagem própria. Feitos pequenos podem mudar o universo, feitos grandes podem deixá-lo fedendo, pior que o inferno. Preocupações vazias se propagam pelo corpo e destróem, humilhantemente, esperanças que até os mortos possuíam.
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