Sinto frio, acho que, ao pensar tanto no mundo e nos humanos, estou me tornando humanizado. Quanto mais experiência adquiro sobre a fraqueza do homem, chamada amor, mais rendido fico às ilusões que me cercam. Cheguei à conclusão de que nunca vou entender o verdadeiro propósito disso. É tanta coisa envolvida num assunto que é quase impossível descrever a dor que sinto. Mais uma vez a tristeza afugentou todos os outros pensamentos que eu tinha. Tamanha é a confusão em minha mente que não sei nem por onde começar a relatar os talvez possíveis últimos fatos que dizem exatamente e detalhadamente o que é tristeza de verdade para alguém como e, que nunca chega onde deseja.
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Tudo o que eu queria era poder olhar nos olhos de alguém e poder falar sem que a desgraçada da falsidade tomasse conta de quem está me ouvindo. Ela é sorrateira, áspera e cruel, dilacera a alma de quem é atingido por quem está sendo dominado por ela. Ela age como um espírito que consegue encarnar em qualquer um que seja fraco o suficiente pra trair a confiança de quem ama, ou até de um amigo, um amigo que apenas se importa demais com essa pessoa e que sabe que ela está errada. Eu só queria ajudar.
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O problema é que mais sofre aquele que sabe da verdade, do que a própria pessoa amada que foi traída. Não é nada fácil esconder a verdade, isso dá um peso enorme pois eu sei da verdade e também sei que à estou escondendo de quem merecia um pouco mais de fidelidade. Por mais longe que ela esteja, deveria sempre em primeiro lugar no coração de quem diz que à ama. Isso é triste mas é verdade. Que espécie de ser vivo consegue trair a confiança de um amigo e a de quem diz amar loucamente, os dois ao mesmo tempo? Pra mim isso não passa de um repulsivo ladrão de almas.
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