A indiferença voltou pra nós, ninguém mais conhece ninguém. Ela não sabe quem sou, seus segredos e medos já não são meus. Mas sua partida ainda está ligada ao meu ser. É simples assim, ela se vai, eu vou junto, afinal, nem a vida sabe como é viver. Mais um dia perdido, sem sentido algum, sozinho, completamente cego, se ela não está aqui, não vejo nada, só minha alma apodrecendo no horror do barulho incansável.
\m/
Sangue negro num copo de vidro, assim são as palavras que dão vida ao que penso ser eu. Agora que ela se foi, nada mais importa, além de fazer o impossível para trazê-la de volta à minha vida, só quero sentir seu cheiro, poder tocá-la mais uma vez, antes que nem isso faça mais sentido pra mim. Uma criança e um demônio, o contágio ganhou duas crianças. Enfim sou humano. Agora não sou mais. Ela partiu, sem mim e sem azar, só ela e seu ar, eu já seu ar, ela é meu ar, eu vivo ela, pra ela. Como esquecer o inesquecível é algo que não cabe à mim, sigo definhando umidamente.
\m/
Sou feito de prata, lido bem com consequências árduas, porém sofro, sabendo que, após certos erros, eu merecia ser punido à brasa. Prata e ouro fazem uma bela combinação, por isso é tão admiravelmente esplendoroso ver seu brilho fundido ao valor. Ela é meu ouro. Tanto que, mesmo após tantas desventuras, seu valor pra mim é insuperável, inigualável, inimaginável, impossível de se viver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário