Conheci o medo em carne e osso, ele sorriu pra mim, ela sorriu pra mim, um sorriso falso em falso. Implorei pra que o medo acabasse pois não queria lhe fazer mal, não ouvi o que disse isso não faz a menor diferença. Indiferença é o que recebo. Não entendo o que disse. Pare de olhar pra mim, não fale mais comigo enquanto não deixar seu porco medo sujo de lado. Fale agora o que eu disse, o que fiz que te deixou com medo de mim, com que olhos te olhei, pra que me jogasse fora desse jeito, o que te fiz. Seu medo já não importa mais.
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À essa altura, nada importa mais, principalmente o que tanto busquei, coisas pelas quais tanto zelei. Percebo que nunca tive um motivo realmente descente pra ter tanta vontade e desejo de alcançá-la, à não ser meu desespero doentio. Doença esta que ninguém sabe a origem, que já cansei de contestar.
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Após tudo pelo qual já passei, tudo o que envolvi em minhas asas para que nunca esquecesse ou deixasse de lado sem notar que já estava mais longe que minha alma, acabou fugiu por entre as penas. Mas, pela primeira vez, sinto-me feliz, sinto que algo aqueceu minhas gélidas mãos. E a melhor parte é que sei o que é. É o fato de que eu estive certo o tempo todo, o fato de eu ter em mente este fato. Por mais que uma parte de mim só queria estar perto dela, a outra parte, a que sabe distinguir o certo do errado, sabia o tempo todo que eu já estava mergulhado na ilusão profunda, quase que hipnotizado. Isso até que, por pura ironia do destino, me deixei abrir os olhos para o que provava que o verdadeiro eu era correto em cada mísera questão sobre tudo aquilo que diz respeito à ela. Pensando nisso é que eu preferia estar errado.
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