domingo, 4 de julho de 2010

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Olho ao meu redor, sinto medo de tudo e todos. Não tenho motivo algum pra isso. Só penso que todos me odeiam, me desprezam de novo, isso não acaba nunca. Tentam até me obrigar a fazer o que não quero, mas esquecem que tenho vontade própria.
\m/
A paranóia passou, percebo o quanto meus amigos me apoiam. Não faz muita diferença pois, antes de conhecê-los, nunca tive ajuda de ninguém em nada. Sempre fiz tudo sozinho, aprendi do modo mais cruel à me virar na vida. O heavy metal era o único que me dava apoio. Enquanto meus olhos ardiam de sono, só os morcegos me diziam "boa-noite". A morte morava ao lado, devo favores á ela, até a alma. Ela perdoou a dívida com troca, agora seu serviço é meu.
\m/
Quem me dera que tudo tivesse sido diferente, não tive escolha, nunca nem tive uma segunda chance. Mas a vingança será eternamente maligna. Vingança aos que me negaram muitas segundas chances. Minha vingança só não chega à ela, caso contrário, teria que me vingar de mim mesmo.

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