O fato é que os dois se amaram incondicionalmente, mas tudo na vida chega a um fim, tudo na vida tem um ponto final, alguns demoram anos para por esse ponto, outros um ano e meio, e alguns dois, três meses (como sempre foi o meu caso). Ao ler a decisão do Alan, fiquei meio indeciso se realmente era o certo, após ler e reler ambos os blogs percebi que era o melhor a se fazer.
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Sempre falei para os dois que tento "estudar" a pessoa, fazer um perfil dela em minha cabeça para tentar entender o que se passa na cabeça de cada um. O que eu entendia dela? que ela era sentimental, que lutaria até o fim por ele, que uma hora iria enfrentar a família pra poder ficar com ele, entendi errado? quem sabe? só ela mesma...
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Já ele, o cara que sempre foi fechado pra tudo, um dia apareceu apaixonado, um "anjo" surgiu para ele, sempre o vi como um cara durão, sempre... até o dia que o vi chorando, chorando por uma garota, mas não era uma garota qualquer, era a garota dele, a guria dele, o amor da vida dele, poxa, quem diria, um demônio chorando e que hoje, se lamenta (lamentou, e se conformou) por uma decisão, uma decisão que talvez seja o melhor para os dois.
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E eu, o que tenho haver com essa história? é, não sou o cara apaixonado (pelo menos não hoje), não sou a mocinha esperando o príncipe encantado (e nunca vou ser a mocinha), não sou o cara que fez uma das mais difíceis (desistir de um amor dessa magnitude é muito difícil) e melhores (ninguém pode esperar para sempre um dia que talvez nunca chegue) decisões de sua vida, e nem sou a garota que abaixou a cabeça concordando ( Talvez não tenha abaixado a cabeça, talvez só queira demonstrar força para sofrer menos, mas por dentro, esta sofrendo, não posso tirar conclusões precipitadas), quem sou eu? eu sou apenas um telespectador, sentado na platéia comendo minha pipoca doce, esperando a historia chegar a um fim, e chegou, mais cedo do que eu esperava, mais cedo do que todos esperavam, mas foi uma historia, uma grande historia...
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Nesse ano e meio, vi um demônio solitário encontrar um amor, que ele julgava ser um anjo, mas tanto anjos quanto demônios não existem (deus também não, mas isso não vem ao caso), vi términos e recomeços (espero não ver mais um recomeço, não quero passar por tudo isso de novo) vi uma garota amando um garoto, e um garoto amando uma garota e vi um amor que achava ser pra sempre, novamente estava enganado, o "pra sempre" não existe (eu já devia ter aprendido isso, quantos "pra sempre" já ouvi?!), mas nunca achei que terminaria assim, num consenso de ambos, num simples adeus, já me enganei muitas vezes, mais uma vez pra lista.
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Enfim.. nem sei porque escrevi isso, é só uma coisa que estava na minha cabeça, pensamentos soltos por ae, não é julgando quem é certo ou errado, não é julgando o comportamento de cada um, não quero receber de você (Ariadne) um texto dizendo que estou protegendo ou concordando com o Alan por eles ser meu amigo, e nem de você (Alan) me mandando eu ir me foder e não me meter nisso, o que eu queria dizer é que: "Na vida só encontramos um amor verdadeiro", sempre achei que isso entre vocês era verdadeiro, fiquei surpresos com a decisão do Alan e mais ainda com o consentimento da Ariadne, mas como disse, eu sou quem nesse historia? Eu sou apenas um telespectador, sentado na platéia comendo minha pipoca doce, esperando a historia chegar a um fim... A historia do Demônio Solitário que encontra seu Anjo salvador, a historia, que como as estrelas que chegam ao ápice e morrem, chegou ao fim.
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