segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Silêncio

Ele ordenou que eu passasse a sofrer junto a ele. Quis até que eu me silenciasse para sempre. Ele se contradisse, pois seu instinto eu já conhecia, o fato de eu escutá-lo sempre, isso me tornou conhecedor dos medos alheios... Por isso esperei mais de cada um... Por isso esperei mais de você... Por isso esperei mais de mim mesmo... Porém, a decepção foi um tanto quanto plausível, até aquele ponto. Sofro nele, sofro sem deixar que os outros percebam, agora você faz parte do grupo dos outros...

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Ele me disse o que eu deveria fazer. Dei ouvidos, quase morri, mais uma vez... Acreditar que eu realmente esteja feliz, é um ato irracional. Basta averiguar meus passos, tanto aqueles solitários, quanto aqueles que você acompanhou, e notará que não há um verdadeiro motivo para que eu esteja feliz. Embora tenha tido a melhor decisão, melhor para nós dois.

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Às vezes, a melhor decisão não alimenta nosso estima, nem ao menos nosso ego. Às vezes, falar com estranhos me deixa atordoado. Às vezes, os pensamentos que nos abandonam, são exatamente os que a gente estava precisando naquele exato momento, por isso falamos sem pensar. Às vezes, um desafio alimenta nosso ego. Muitas vezes, a gente está mais certo do que errado. Na maioria das vezes, estamos errados.

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Confiar nas palavras, por mais que pareçam verdadeiras, nos torna frágeis, insensatos a ponto de cometer barbáries contra nós mesmos, contra nossos intuitos e nosso coração. Cicatrizes podem até ser um sinal de ferimento, símbolo de sofrimento, porém nunca somem, elas são eternas. Nosso amor não passa de uma cicatriz. Algo que, com muito orgulho, carregarei comigo até que da existência eu me desprenda. Aguardarei o dia em que eu mereça o direito de pedir perdão a todos a quem torturei...

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O Silêncio chegou, mas não para se despedir, ele faz parte de mim assim como eu faço parte dele. Eu o sinto, eu o presencio, eu o vivo, e a cada dia mais...

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