03:42 da manhã... Começo dizendo que não estou nem aí para quem vai ou não vai ler isto, pois cansei de esperar que a pessoa certa lesse... No último dia, passei horas lendo baboseiras, "criancices", sendo alvo de mal-humores e de brincadeiras que puseram à prova minha confiança. Detesto esse tipo de brincadeira... "Paciência tem limite", é o que eu sempre ouço, mas quando a paciência em questão é a minha, pouco importa, não é? Assim como muitos, eu não sou de ferro, sou de carne, ossos, sonhos e pesadelos... O que faço ou deixo de fazer, finalmente posso dizer isto, é problema meu, somente meu... Por mais que as minhas decisões, talvez, afetem a vida de outra pessoa, cabe a mim avaliar se essa decisão vale ou não a pena ser tomada... Nas últimas vezes, tudo indicou que eu estava certo... Mas por mais uma única vez eu gostaria que alguém me mostrasse que eu estou errado, apenas mais uma vez, e me dissesse que ainda há tempo de voltar atrás... Mesmo assim eu não voltaria, mas gostaria de saber que seria possível, pois isso alimenta o meu ego, meu pobre ego, que tanto deixei de lado para dar atenção total aos egos alheios...
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De repente penso que posso fazer tudo... Posso voar, posso não queimar, posso não quebrar meu coração novamente, posso não me perder em meio às ilusões da vida, e, quem sabe, posso até amar novamente... Mas, principalmente a última parte, condiz demais ao bloco das ilusões, por isso, prefiro continuar apenas escrevendo, achando que sou sábio a meu modo... Isso é tão reconfortante...
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"Amigos vêm e vão, mas os melhores, esses ficam..." - palavras de quem ainda acredita ter um melhor amigo... Ainda...
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Não me sinto muito a vontade para dizer isso, mas gostaria de compartilhar um pouco do que estou vivendo no momento, só que, desta vez, em palavras diretas, sem metáforas... São 03:55 da manhã do dia 10 de Fevereiro do ano de 2012. Estou sentado em frente ao meu companheiro, meu tão almejado computador, escrevendo em meu Blog que, certamente eu poderia contar nos dedos de uma única mão o número de pessoas e seres que estariam lendo-o. Não sou um conhecedor nato da vida, ao menos não do sentido real da palavra, mesmo assim faço o que posso para convencer certas pessoas de que não sou tão ignorante quanto pareço a primeiro olhar. Estou devorando um pacote de bolacha, da minha preferida. Está tudo escuro, exceto a área do computador devido à luz do monitor. Meu dedicado pai e minha graciosa avó estão em seus leitos, dormindo como bebês... Devem estar sonhando com uma moto e uma casa novas, respectivamente. Ao menos os sonhos deles são possíveis, ao contrário dos meus... Olho para o nada, para escuridão, para a parede... Meu coelho faz muito barulho durante a noite, talvez ele esteja tendo pesadelos, pobrezinho, sei como é, os meus não largam do meu pé... Fico vislumbrando meu próprio passado, analisando cada erro certo, cada acerto errado, cada absurdo e cada lógica. Vejo que nada tinha a perder, o que me motiva a dizer, mais uma vez, "tanto faz"...
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Estou admirando meu braço tatuado... Uma parte de mim se tornou uma painel, uma obra de arte de um cara qualquer que nem caráter tinha mas, mesmo assim, fez um ótimo desenho, porém, um trabalho muito miserável quanto a parte de tatuar. Ainda bem que meus amigos me apresentaram ao cara que, dias atrás, concertou os erros e me fez sentir aliviado. Tatuagem é uma marca imortal, tão imortal quanto um amor, porém visível. É algo ao qual eu vou olhar e dizer: "Que PHoda"... Até me passa na mente que, de repente, eu poderia ter investido o dinheiro o qual gastei na tatuagem em algo que ajudasse a construir meu futuro... Porém penso logo em seguida que, com a minha mente neste estado, talvez eu tivesse gasto em algo bem pior... Sem comentários...
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Como seria bom se houvesse uma conexão entre mim e meus próximos... Uma conexão que nos permitisse saber exatamente o que um quer do outro, ou espera que o outro faça, sem ter a necessidade de questionar, ou contestar, apenas fazer, e pronto, tudo resolvido... Seria a evolução de cérebros... Como eu gostaria que, ao menos uma vez, uma certa pessoa, mas uma única vez na vida, ela dissesse: "Você está certo, eu estou errado.", isso me comoveria, talvez isso até me transformasse, ao menos me faria acreditar que as coisas podem sim fluir de maneira diferente, por outros dutos, porém, dando certo, apenas acontecendo... Seria a evolução de um certo cérebro...
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04:14 da manhã... O sono já não é bem vindo em meu corpo, não que isso fosse uma escolha minha... Minha vontade, agora, é de permanecer aqui, calado, apenas digitando, deixando meus dedos falarem por mim... Mas o bom senso me diz que eu deveria estar na cama, tentando restaurar meu relógio interno para o tempo correto... Poxa, o primeiro dia do meu curso é na próxima segunda-feira, será difícil acostumar em tão pouco tempo...
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Quem diria, está sendo tão bom escrever isto que até minha bolacha eu esqueci de comer... Melhor assim, preciso emagrecer. Minha saúde não é meu ponto forte... Meu celular não para de avisar que precisa que sua bateria seja carregada... "Bateria", palavra linda... O que devo fazer agora? Não tendo um lugar para deixá-la montada não tenho condição de ensaiar, sendo assim não posso participar da banda, pois ser o baterista era a minha função... Sinceramente, eu não queria que fosse assim, mas ele não me deu outra escolha... Se ao menos uma vez ele levasse o que eu digo a sério...
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04:28 da manhã... Esqueci o que queria dizer...
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Mesmo sendo tão tarde, fico a xeretar por minhas redes sociais, como se fosse ver alguma atualização importante... Na verdade, fico a olhar o Blog dela, várias e várias vezes o mesmo texto, para ter certeza absoluta de que entendi perfeitamente o que ela quis dizer, se sua decisão realmente condiz com a minha... É, eu entendi perfeitamente... Menos mal, era exatamente o que eu queria...
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Agora meu plano está dando certo. O problema é que esse plano torna as coisas ruins até para mim... Mas, talvez, seja o melhor para ela... Eu penso assim: Se ela me odiar, acreditar que eu não estou mais me importando com ela, talvez ela não se importe mais comigo também, então, ela irá parar de me procurar, irá me esquecer e seguir seu rumo, longe de mim, que sempre fui seu maior mal, assim ela terá a vida que sempre mereceu, ao lado de alguém que possa lhe dar o calor que eu não pude, nem posso, e nem nunca poderei... É um plano infalível, a menos que falhe, lógico...
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Ah o amor... Amor, amor, amor... Palavra mais insana do que a própria palavra "insanidade"... Por causa dele, fazemos coisas inexplicáveis, inexoráveis, inimagináveis, e, principalmente, inaceitáveis... Ao menos para alguns... O amor nos torna idiotas, fracos, toscos, nojentos, balbuciantes, perplexos e abobadados... Ele nos mostra aquilo do que realmente somos capazes de fazer... Nos faz sentir nas nuvens, quando, onde realmente estamos, está em chamas, ardendo nosso olhos e cozinhando nossos cérebros... Ele nos faz jogar tudo para o alto, perder mais do que ganhar, destruir mais do que construir... Nos faz abalar toda uma estrutura que havíamos criado para nos sustentar perante este mundo escabroso, ou seja, rouba de nós os nossos escudos, com toda a frieza que só ele possui... Rasga corações, acorrenta-os, torna-os escravos e totalmente dependentes... Que desnecessário...
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Viver é desnecessário, nem por isso estou morto... Embora já tenha tentado me matar várias vezes, mas isso não vem ao caso... Ou vem?... Bom, o fato é que, hoje em dia, com o pensamento do homem contemporâneo, mesmo que não haja motivo para continuar vivendo, muitos continuam, por mais que seja definhando e em estado de calamidade, apenas por medo de encarar a dor de morrer, o que não deve ser uma dor pequena... Mas, talvez, não seja uma dor tão grande quanto a dor de perder o amor da sua vida... Ah o amor...
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Eu planejei passar a noite toda aqui, escrevendo isto, mas me encontro fraco... Após horas pensando em como fui perdê-la mais uma vez, estou cansado... Não seria a primeira vez que deixo de lado um plano bom, para por em prática um plano sem nexo, o de dormir, por exemplo. Talvez se eu conseguisse dormir mais, minha saúde melhorasse... Perdi até o ânimo de comer minha bolacha preferida... Ela está ali, olhando para mim, sorrindo e dizendo: "Você não me acha uma delícia, gatão? ;D"... Não, no momento não estou achando :(
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Vou tentar presenciar mais um nascer do sol, talvez vendo seu rosto em meio aos feixes fracos de luz, mais provável que não veja nada além de nuvens, ou nada além de nada... Aos meus amigos que lerem isto, peço mil perdões caso os tenha magoado de qualquer forma, eu estou aqui apenas para dizer o que estou sentindo pelo menos neste momento, talvez daqui a pouco todas essas opiniões mudem, mas só talvez... Quanto a "você", se, por obséquio, ou por ironia do destino, ou por pura vontade, ou por qualquer razão que seja, ler isto, saiba que não te odeio, apesar de querer, não consigo, mas espero, do fundo do meu coração, que você me odeie, ao menos tente, faça-me este último favor... Quem sabe um dia "você" me agradecerá...
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04:48 da manhã... Como diria o velho e querido Jô: "Beijo do gordo. WOW !!"
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