quarta-feira, 15 de junho de 2011

A última làgrima

Formamos linhas que ligam nossos destinos como um só. A última lágrima do último dragão do norte, eu a tenho comigo, num frasco de porcelana. Espero nunca precisar sentir seu gosto. Um gosto talvez doce, talvez amargo, assim como o destino tem sido conosco. Mais três dias no inferno, sem ter aquela musica que me motiva a erguer minha espada e acabar com tudo num instante, num único brilho visto no mais longínquo das profundezas e tudo se acalma, porém aquela música, doce melodia, é o gatilho para que minha alma emane tanto brilho assim irradiando a suave lâmina da espada que, um dia, senti ser pesada. Hoje esse peso nada mais é do que o medo que tenho de perder o seu amor.

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Minha alma é lisa, simples e leve. Quero deixar-te moldá-la em meu lugar, sei que permanecerá ali, para todo sempre leve, simples e lisa. Pode vê-la? Ela é sua, brinque com ela, sejam felizes, sejamos felizes eu, você e nossas almas juntas, gêmeas, uma combinação tão perfeita assim, só podíamos ser nós mesmos, não é, meu amor?

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Se deixe levar, se permite entender e viva intensamente cada momento que deveria ser ao meu lado, apenas não se esqueça de que estarei com você, em você, te protegendo mesmo em pensamento. Nessa rua nossas vidas já se encostaram, deixemos que o lado bom do destino siga, sem tormentas nem treva alguma, apenas deixemos. Nós mesmos nos escolhemos para ser um corpo só, você nunca me viu doente, felizmente, pois me transformou ao me dizer “te amo” pela primeira vez. Você me faz sentir como um Deus.

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