Sendo um otário constante do tempo passado, cá estou eu, mais uma vez entregando tudo que sinto ao perpétuo vazio da noite. Numa ilusão perdida entre sonhos e sons, como num mar de solidão no qual navego sem rumo, uma alma pede por socorro, uma alma queimada que quase não tem forças nem para ficar em pé, uma alma frágil e sem motivo para continuar seguindo em frente, sem olhar para trás. Esperando, talvez, que eu à leve até o porto mais próximo, sem perda de tempo e sem nenhum tipo de receio, deixando afundar o que ficou para trás, não se importando com o que fosse ou devesse ser.
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Navego nesse mar, enfrentando tempestades de lágrimas, furacões de ódio e, em meio a toda essa tormenta, enxergando um único raio de esperança, num trovão absurdo. A própria Treva veio até mim oferecendo um descanso que eu jamais aceitaria, a menos que fosse um suicida, sendo forte eu a neguei várias e várias vezes. Aprecio o fato de não saber a diferença entre ser inocente e querer ser, posso não estar sendo quando acho que estou, se soubesse disso, acho que não suportaria a dor.
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Como pode uma alma assim, tão pura e digna, estar vagando por aí, sem ter para onde ir, sem ter alguém que lhe acolhesse tão antes quanto possível? Acho que só descobrirei a resposta quando seu coração estiver junto ao meu, e, ao invés de “eu” e “você”, houver o “nós”. Seria brilhantemente genial, uma combinação perfeita, mesmo com tanto ardor, isso faria passar a tormenta.
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