quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dragões Falam

Um grave problema em ser escritor, ou achar que é um, é não se tocar de que você não é o centro do mundo, de que todo mundo é tão importante quanto você, ou até mais. Dizer o que se está sentindo num momento quase frustrante, isso pode causar sérios problemas emocionais em alguém, tanto fazendo se esse alguém for escritor ou não. Expor sentimentos com facilidade, não é nada fácil, se equilibrar após os tropeços de uma vida, talvez fútil, e erguer a cabeça depois de cada batalha perdida, isso tudo é um dom de poucos, são estes os poucos que nem precisam ser escritores para serem capazes de lidar e domar seus sentimentos.

\m/

A ênfase que um escritor põe no sentido da vida, no motivo da maldita palavra “viver”, é uma mísera vontade de jamais ter tido que vivenciar cada momento doloroso de sua jornada na Terra. São baixas as chances de alguém que não entenda o sentido da vida, ou que não teve a oportunidade de descobri-lo e apreciá-lo, encontrar um rumo certo e digno de ser percorrido com inocência e sabedoria. Um enorme desconforto vem ao espírito desse alguém, com um infortúnio desespero pelo passar das horas e buscando esvaziar-se em meio ao desconhecido, assim sofrendo um pesar pela morte de sua era.

\m/

È incrível como palavras de carinho e de ternura podem mudar completamente o curso de um espírito vigia, levando-o, muito provavelmente, ao lugar certo no qual deva encontrar-se. Sendo assim mais fácil a qualquer um decidir o que deve ou não esperar de seu trajeto, obstáculos proporcionais ao merecimento. Dê amor, receberás amor, dê socos, receberás pontapés, assim dizia, enquanto adolescente, segundo a lenda, o último dragão cujo coração eu arranquei com minhas próprias mãos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário