Um qualquer, como se soubesse o que realmente quer, tão perto da perfeição, não enxerga o que deve, porém o inevitável o aguarda atrás da porta de sua própria alma. Aproxima-se do apocalíptico encerramento de seu tempo, sangrando lagrimas, chorando sangue, fatídico momento de pranto em que nada se pode alcançar, nada além do inevitável. E tudo se vai, tão rápido quanto veio, tão rápido quanto poderia, tão súbito quanto se poderia esperar que fosse, sem deixar rastros ou cicatrizes, apenas um vazio e a solidão que teima em não abandonar, por qualquer motivo que seja, a mente que um dia tanto sofreu ou gostaria de sofrer, masoquismo.
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Em busca de uma resposta, não querendo um objetivo para tal, apenas buscando de olhos fechados e com minha alma na mão, pronto a entregá-la em troca de uma esmola, tropecei e caí num poço, um poço de agonia, só o que ficou para fora do poço foi minha alma e uma gota de esperança que guardava consigo. A resposta chegou a mim enquanto eu estava no poço, quase sem chance de volta, a superfície tão longe, sufocando, afogando, uma luz, tudo que há no poço se difunde e se dissipa, me vejo onde sempre quis estar, em meio ao que tanto almejei como resposta, em meio ao seu amor.
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Permaneci calado por muito tempo, um precioso tempo que perdi ao segurar minhas palavras nas mãos e escolhe-las antes de arremessá-las ao alto. Aprendi a deixá-las flutuarem perante meus pensamentos e desejos, agora sei o segredo, o que aquele dragão tanto quis me dizer, em metáforas que resultavam em paradigmas. Tornei um mestre, mestre de minhas palavras e de mim mesmo. Finalmente, o verdadeiro poder.O poder que me fará iluminar em meio à escuridão, não desperdiçando tempo ou qualquer coisa que venha da própria escuridão, tudo é poder, minha mente, meus desejos, minha buscas e futuras conquistas, tudo é parte de meu mundo e de toda a sabedoria que me libertou.
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