E lá estaremos, sob o céu escuro e estrelado, tão solitários quanto demônios, esperando "o dia" chegar...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
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Quando uma alma queima, ela não grita apenas de dor, mas também de amor. Uma alma só queima quando seu possesso cai em frustração e não sabe como pular o muro que o separa das respostas para suas dúvidas menos inocentes. As queimaduras de uma alma jamais perdem sua cor acinzentada, podem até parar de doer, mas as marcas de que algo terrível aconteceu ficarão para sempre nos sonhos de quem um dia sofreu por amor.
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Passar a experiência de já ter estado cara a cara com seu futuro, seja ele sombrio ou não, é como contar à alguém sua vida toda, desde o início, pois, cada suspiro, cada gaguejo, isso tudo contribui para tornar ainda mais difícil aquilo que se esperava ser a coisa mais fácil do mundo, enfrentar à si mesmo.
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Depois de atravessar um oceano de perguntas sem respostas, você finalmente se toca de que essa travessia só teve uma utilidade, a de aumentar sua sede de força, lhe proporcionando assim, dependendo do ponto de vista, mais sabedoria para buscar e alcançar essa força que, certamente, não lhe trará conforto algum. O único conforto do qual uma alma que queima necessita, verdadeiramente, é enxergar uma brecha em meio a toda essa escuridão que a cerca, ou seja, não só amar, mas ser amada.
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