Noite fria e tenebrosa, escura como o fundo dos meus olhos, ela me chama, pra dentro dela, pra onde ninguém além de mim poderia chegar, pra onde eu ficaria ainda mais sozinho e triste. Ainda que eu implore por piedade, ela me arrasta, vingando-se, pois um dia eu a fiz temer.
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Fraqueza da minha parte seria se eu dissesse que não lutei, ganhei, e acabei com seu propósito, apocalipsei seu interior improdutivo. Corrompida pela falsa luz que à fez cegar diante de mim, um simples adormecer foi o bastante. Uma verdadeira busca no nada, por nada, simplesmente em vão.
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Ela estava no meu caminho, no meu mundo, no meu sonho, na minha mente, fazendo de mim o que queria e o que bem entendia, desvalorizando o que outros diziam, o que eu dizia e sentia, expressava ou não. Foi mortal, jorrando sangue pelas ventas, o golpe fatal, me fez rir desesperadamente, ela nem percebeu, a sombra em sua alma, enegrecida pela arrogância e pela falsidade não lhe deixava enxergar um palmo sequer à sua frente. Me senti sorrindo pela primeira vez em séculos.
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