quinta-feira, 11 de março de 2010

A Carta - Parte 1

Meu amigo, me ajude, não sei mais o que fazer. Minha vida está um inferno, estou perdido no mundo, acabado, desolado. Esperança é uma palavra que eu não conheço. Às vezes, me sinto um cara sonhador, o problema é que só tenho pesadelos. Quem me dera, ao menos uma vez, poder sonhar com o futuro, de preferência, com um futuro bom, no qual eu possa sonhar ainda mais. Meus pesadelos me irritam, me assustam, me enojam, me confundem, me entristecem. Eu os odeio.
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Assim como desejo ter sonhos agradáveis, do mesmo jeito minha capacidade física não me deixa correr cinquenta metros sem cair morto. O cansaço me sufoca, me derruba no chão e me faz querer não existir. Ainda penso que alguém no universo poderia me dar respostas, alguém que pense como eu, que acredite no que acredito e falo.
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Mas, nesse mundo macabro e obscuro, onde os fracos de coração e os fortes de mente sombria sempre se dão bem, eu sou intitulado apenas de mentiroso e burro. Eu só queria que alguém me desse uma chance de falar o que sinto.

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